A ESSÊNCIA DA SINCERIDADE


A ESSÊNCIA DA SINCERIDADE


Hoje quero falar um pouco sobre sinceridade, uma palavra que se sobressai nos relacionamentos, pelo menos nos verdadeiros.

“A luz tudo manifesta… portanto, vede prudentemente como andais.”
“Diante de ti puseste as nossas iniquidades, os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.”


“Como a cera se derrete diante do fogo, assim pereçam os ímpios diante de Deus”
(Efésios 5:13 e 15; Salmos 90:8 e 68:2).


Antes quero citar três maneiras muito interessantes de vermos o significado desta palavra.

  • 1.     Alguém um dia, disse que todo ser humano carrega consigo uma máscara atrás da qual se esconde.
Definiu-se através da história, por meio da própria psicologia que esse é um comportamento inerente ao homem. É o que se convencionou chamar de um tipo de “crise de identidade”, que de forma resumida explica que todos nós, temos muita dificuldade em sermos sinceros. Vivemos, hora ou outra, desempenhando algum tipo de papel.
Sincera: do latim SIN= (sem) “CERA”= (cera).
A história conta que na Europa medieval, as pessoas se divertiam nos bailes, onde era comum o uso de máscaras. Essas máscaras , que eram feitas de cera e levavam o mesmo nome – “CERA” – serviam para que seus donos, não exibissem sua verdadeira identidade, pois tanto as “damas”, como os “cavalheiros”, queriam se preservar perante a sociedade, já que esses bailes eram famosos por promoverem além da diversão, relacionamentos extraconjugais.


Logo, uma pessoa “sem-cera”, era aquela que não precisava se esconder atrás de nada. Tinha o rosto limpo e suas intenções eram consideradas as melhores possíveis, fosse no baile, ou fora dele. Alguém “sem máscaras”, SINCERA.


   Estátuas de mármore – Continuando, ao estudar a etimologia ou origem dessa palavra, somos transportados ao tempo do Império romano, no qual certos escultores pouco escrupulosos disfarçavam os defeitos de suas estátuas de mármore, ocultando-os com cera. Eles dificilmente eram visíveis a olho nu, a menos que a estátua fosse exposta ao sol. Por isso os escultores honestos asseguravam aos seus clientes que suas obras eram ”sinceras”, sem cera.


  Vaso de cera – Alguém disse que “a hipocrisia é as vezes um mal necessário a boa e tranquila convivência cristã dos tempos pós-modernos.”.


Como uma pergunta, talvez essa frase fosse aceita de uma melhor maneira, mas como afirmação… será verdade ?


Será mesmo que é possível que pessoas estejam fazendo esse tipo de jogo, usando máscaras com a intenção de manterem sua imagem, reputação e poder?


É obvio que sim.


Sincera é uma palavra doce e confiável.


Sincera é uma palavra que acolhe, essa é uma palavra que deveria estar no vocabulário de toda alma.


Sincera foi uma palavra inventada pelos romanos. Sincero vem do velho, do velhíssimo latim… Eis a poética viagem que fez sincero de Roma até aqui:  


Os romanos fabricavam certos vasos de uma cera especial. Essa cera era, às vezes, tão puras e perfeitas, que os vasos se tornavam transparentes.


Em alguns casos, chegava-se a se distinguir um objeto um colar, uma pulseira ou um dado – que estivesse colocado no interior do vaso. Para o vaso, assim fino e límpido, dizia o romano vaidoso: –


Como é lindo… parece até que não tem cera! “Sine-cera” queria dizer: “sem cera” uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes.


Da antiga cerâmica romana, o vocábulo passou a ter um significado muito mais elevado.   


Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro que não oculta, que não usa disfarces, malícia ou dissimulações.


O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração.


Que manifesta sinceridade, que exprime o que pensa e sente, sem disfarce ou artifício: homem sincero.


Que é dito ou feito de modo franco, é alguém puro, cordial, leal, verdadeiro. (Antôn.: falso, hipócrita, mentiroso.)
É alguém que tem franqueza, lisura de caráter: a sinceridade é uma virtude preciosa.


Sincero é aquele que muitas vezes pode ser digno de perdão por que usa palavras e distinguem os propósitos de maneira clara e direta.


Mais nem sempre a sinceridade se adequa ao momento ou a situação, é preciso uni-la a prudência e a moderação para que seja eficaz.


O marquês de Maricá já dizia que a sinceridade imprudente é uma espécie de nudez que nos torna indecentes e desprezíveis.


É quando uma pessoa é ela mesma, seja presente ou ausente a sua intenção maior é transparecer para poder ajudar.


J.Powell em seu livro intitulado “I Afraid to Love?” (Argus Communications, 1967) e “Porque Tenho Medo de Lhe Dizer Quem Sou?”


Diz que as pessoas tem medo de serem elas mesmas porque se fizerem isto estarão sujeitas a serem rejeitadas e isto é tudo que elas têm.


 Quantas vezes eu mesmo pensei dessa maneira!


Creio que isto reflete um pouco dos medos que nos aprisionam e das dúvidas que nos enfraquecem, impedindo-nos de caminhar para frente, em direção à maturidade emocional.


E quem já não se sentiu compelido a esconder o que verdadeiramente é por medo de não ser aceito?


Muitas vezes as dores, desilusões e machucados nos relacionamentos podem gerar defesas que idealizamos para nos proteger de uma vulnerabilidade ainda maior. Elas tendem a se tornar padrões de ação e reação diante da diversidade e “imprevisibilidade” de situações que nos aguardam todos os dias.


Isto acontece porque nós não desejamos andar com Deus, a falta deste relacionamento nos leva a vivermos uma vida totalmente insegura.


“Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo: Deus é a nossa salvação.” Salmos 68:19.


O gostoso de andar com Deus, compartilhar toda a vida com ele, é que ele sabe dessas nossas dificuldades e nos ajuda a trazer à tona (restaurar) a nossa verdadeira identidade! 


Ele nos ajuda nesse trabalho de alma que temos que fazer para equilibrar nossa postura em relação a nós mesmos e às pessoas.


Ele é um verdadeiro AMIGO! Por isso, depois de pedir que Deus seja sua salvação e que lhe ajude a levar esse ou qualquer outro fardo, pode começar uma nova caminhada em paz e equilíbrio.


Minha pessoa não é como um núcleo rígido dentro de mim ou uma pequena estátua permanente e fixa; pelo contrário, ser pessoa implica um processo dinâmico.


Em outras palavras, se você me conheceu ontem, por favor, não pense que eu sou a mesma pessoa que você encontra hoje. Experimentei mais da vida, encontrei novos sentimentos naqueles a quem amo, aprendi mais com Deus, sofri, orei e estou diferente por dentro.


Por favor, não me atribua “valor médio”, fixo e irrevogável, porque estou sempre alerta, aproveitando as oportunidades do dia-a-dia. Aproxime-se de mim, então, com um senso de descoberta, pois é certo que mudei. Mas, mesmo que você reconheça isso, posso estar um pouco temeroso de lhe dizer quem sou.” J.Powell.


Que Deus, que é Salvação e leva o fardo, o ajude (que você se ajude!) e que nos ajude, também, a encontrar o equilíbrio e nossa identidade verdadeira nele.


O apóstolo Paulo fala da fé “não fingida” de Timóteo (2 Timóteo 1:5), e que também se interessava “sinceramente” pelos filipenses (2:20). Em 2 Coríntios 8:8 convoca os coríntios a dar uma prova da “sinceridade” do amor deles ajudando os irmãos mais pobres.
É necessário que nossa fé e todas as suas manifestações possam suportar a prova da luz divina. “Deus é luz… se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros” (1 João 1:5-7). Contudo, se o pecado nos surpreender, não o escondamos “com cera”, ou seja, com outros nomes mais delicados, subterfúgios, desculpas, justificativas.


Cedo ou tarde, a cera irá derreter. Por outro lado, “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:9).


Termino com lindo texto português que fala da sinceridade.


Posso caminhar por este mundo carregando nas mãos todas as máscaras que usei ao longo da minha existência. Umas, necessárias, a maioria, absolutamente, falsas.
Mas, sejamos realistas, é mesmo isso que se espera de nós, que nos adequemos ao dia a dia, às situações, às pessoas, ao que se quer, se pretende.
Tanto o fazemos que se torna natural e inevitável.
Sim, podemos admitir falsidade, podemos construí-la e vivê-la pois, no fundo, parte de nós é mesmo assim, volátil, imprevisível.
Contigo, no frente a frente, sinto que deixo de pertencer a esta ou outra qualquer realidade, que a vida me pesa tanto que me dispo dela e me deixo ser, simplesmente, no som do vento que passa por nós e nos transporta um pouco mais para quem somos.
Aqui, exatamente agora, sinto quebrar todas as máscaras que carregava comigo, e sinto que o mundo me invade e me liberta. Talvez, contigo, finalmente, renasça, verdadeiro, humano, real, mortal.


Só as pessoas fracas não podem ser sinceras…
No amor do Amado Wagner de Salles
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