NOSSOS DIAS – série frases e pensamentos

NOSSOS DIAS


Nossos dias são como lembretes a nos tocar e alertar,
por tudo que vivemos intensamente, mesmo se perceber…

São como soles a nos clarear um novo horizonte
E mesmo não concordando muitas vezes, ele sempre virá,
Virá como vento, como a brisa e até como a tempestade…

A vontade de crescer é maior quando nos fazemos valer,
do tempo de vida que a vida nos deixa viver…

                    Wagner Salles agosto de 2011

“Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.” Salmo 90.1
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ANATOMIA DO CORPO DE CRISTO – série A Igreja

ANATOMIA DO CORPO DE CRISTO


Nossa era presente deverá chegar ao seu clímax com o período da restauração de todas as coisas”, durante o qual – num momento nunca precisamente revelado – JESUS CRISTO voltara do céu para a terra (At 3:19-21). muitos fatores diferentes em nossa situação contemporânea; todos os quais indicam que já entramos neste “período da restauração de todas as coisas”.
“Restauração” significa duas atividades principais:
Þ                pôr as coisas de volta nos seus lugares certos e
Þ                nas suas condições certas.
         Nesta época o processo da restau­ração divina, é baseado principalmente nos dois povos com os quais DEUS estabeleceu aliança na terra: Israel e a igreja.  Durante muitos séculos Israel andou como povo desterrado, longe da sua herança geografia, doada por DEUS, e localizada ao oriente do Mediterrâneo.  Durante um período quase igual, a igreja de JESUS CRISTO viveu num exílio semente, longe da sua herança espiritual doada por DEUS, cujo os elementos principais são:
Þ                União
Þ                Autoridade,
Þ                Uma vida de comunidade bem organizada
Þ                Os ministérios completos de Ef 4.11
Þ                Plenitude dos dons
Þ                Abundância de frutos espirituais
A história de Israel é  um livro aberto.  Desde o seu chamamento inicial , passando pela sua queda, chegando sua restauração final; cada fase principal é relatada nas Escrituras, parcialmente pelos historiadores bíblicos e parcialmente pelos escritos proféticos.  Por outro lado, durante o período do Velho Testamento a igreja era um mistério – um segredo que foi escondido por séculos e gerações e posteriormente revelado aos apóstolos e pro­fetas do Novo Testamento (Ef 3 : 3-9; C] 1 :2 5-27) . Portanto no Velho Testamento praticamente não há profecia direta sobre a igreja.
Entretanto, quando entendidas corretamente, as profe­cias do Velho Testamento têm muito para nos contar sobre o período da restauração da igreja. Porque todos os princípios que são revelados no plano natural da restauração de Israel são igualmente aplicáveis a restauração da igreja no plano espiritual. Quando nós usamos este método de interpretação, podemos ver claramente que a restauração paralela de Israel no natural e da igreja no espiritual tem avançado ‘ passo a passo, fase por fase des­de o começo do presente século até hoje.
Como o povo de DEUS aparece nesta visão?
Como ossos secos, desligados e espalhados. 

As duas fa­ses de restauração

Þ      Na primeira fase – os ossos são movidos sobrenaturalmente, ajuntados, e ajustados uns aos ou­tros nas suas respectivas juntas. 
Þ      Depois são cobertos por ligamentos, e músculos, carne e pele.
Þ      No final desta fase, os corpos são todos perfeitos fisicamente, mas não há nenhum fôlego neles. 
Þ      Na segunda fase, o fôlego (ou espirito) entra nos corpos e eles se levantam.
Þ      Esta fase ter­mina com a realização do objetivo final de DEUS: “um exército grande em extremo”.
Ezequiel tipifica o os homens escolhidos por DEUS no processo de restauração
Notamos nesta visão da restauração de Israel, que em­bora a iniciativa e o plano venham de DEUS, ele usa Eze­quiel como o seu instrumento humano para realizar este restauração é o plano.  Isto se aplica também a igreja.  Restauração é o propósito soberano de DEUS, claramente revelado nas Escrituras.  Entretanto, DEUS usará homens escolhidos e qualificados por ele mesmo para efetuar sua restauração.

Duas formas diferentes nessa visão

Na visão dos ossos, a profecia de Ezequiel tomou duas formas diferentes.
Þ      No primeiro caso ele profetizou dire­tamente aos ossos. N6s podemos dizer que isto representa a pregação
Þ      No segundo caso ele profetiza, ao fôlego (ou espírito) em favor dos corpos e o espirito entra nos corpos.  Isto representa Oração intercessória.
A IMPORTANCIA DE JUNTAS
A importância de juntas espirituais encaixadas, (no corpo de CRISTO), é enfatizada no Novo Testamento.  Em Efésios 4:15-16 Paulo diz que o propósito de DEUS para nos “é que cresçamos “em tudo naquele que é o cabeça, CRISTO, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxilio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edifica­ção de si mesmo em amor”.
O que são os ligamentos?
Þ      São fibras de tecidos conjuntivo que mantém os ossos ligados no lugar em que formam a junta
Þ      No corpo de CRISTO – Compromisso de aliança
Aqui nesse texto Paulo fala que  as juntas servem para dois fins:
Þ      Primeiro- “consolidar” (Tornar sólido, seguro, estável);
      Seja qual for a força individual de cada um dos ossos do corpo, sua habilidade para funcionar eficiente­mente é limitada pela força das juntas que os ligam.  Se, ao sofrer uma pressão forte, as juntas se separarem, o corpo inteiro ficará fraco e ineficaz.
Þ      Em segundo lugar, as juntas são vias de suprimento. Se estas vias não esti­verem limpas e funcionando, as necessidades totais do corpo não serão satisfeitas.
Funcionamento das juntas na Igreja Primitiva
Na igreja primitiva as juntas estavam funcionando bem e o resultado foi que: “Não havia pois entre eles ne­cessitado algum…” (At 4:34).  Isto não acontece na igreja atual.  A provisão de DEUS nunca tem diminuído. Ele ainda é “poderoso para fazer abundar em v6s toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra…” (II Co 9:8).  Mas’ por causa de juntas defeituosas e inadequadas muitos cristãos hoje não estão recebendo a provisão de DEUS em várias áreas de suas vidas – espiritual, emocional, físi­ca, financeira e social.
         Em Colossenses 2:18-19 Paulo fala de cristãos que são levados ao engano espiritual, e ele explica que isto acontece porque eles não estão ligados a cabeça, “da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que vem de DEUS”.
Paulo aqui mostra os dois requisitos principais para se preservar do erro:        
Þ      Primeiro – ser firmemente unido com a cabeça (CRISTO)
Þ      Segundo – ser firmemente unido com nossos irmãos.
         O osso relacionamento pessoal com CRISTO é primordial, mas não à suficiente. Temos que estabelecer um- relacionamento certo com o outros cristãos aos quais DEUS tem nos ligado no corpo.   

Os músculos do ministério

         Na estrutura do corpo natural, depois dos ligamentos logicamente vem os músculos.  Músculos variam em natureza e função, mas na maioria dos casos eles funcionam em dois principias fundamentais: tensão e oposição.
         Por exemplo, voltando à comparação do meu braço, um conjunto de músculos os no lado inferior puxa o – meu braço para uma posição dobrada; outro conjunto de músculos no lado oposto esten­de o meu braço para uma posição reta.  Esta combinação de tensão e oposição dá saúde ao braço e capacidade para funcionar eficazmente.  Quando as tensões opostas cessam, o braço está de fato paralisado.
No corpo de CRISTO a função dos músculos é desempe­nhada por muitos tipos diferentes de ministérios que DEUS providência.  Estes ministérios, exatamente como os músculos, precisam de tensão e oposição para funcionarem efetivamente.
Quando entendermos esta necessidade de tensão e opo­sição entre os ministérios, fica muito mais fácil ver a unidade do corpo de CRISTO como uma possibilidade prática que realmente pode se concretizar.  Coisas que a princípio pareciam incompatíveis com a unidade agora são vis­tas como necessárias para o funcionamento certo do corpo como um todo.


GOVERNO NA
IGREJA LOCAL
Quem são os presbíteros da Igreja?
    Os presbíteros da Igreja ,de acordo com Atos ’20:17,28 e 1 Pedro 5:1-3, são os irmãos plurais e co-iguais so­bre cujos ombros repousa o governo do Corpo de Cristo local em cada lugar.  Eles operam sob a chefia direta do próprio Jesus Cristo.
Presbíteros, Pastores e Bispos
Essas três denominações são aplicadas aos mesmos ir­mãos plurais e co-iguais por Paulo e Lucas em Atos 20 e por Pedro em I Pedro 5.
    De Mileto (Paulo) mandou a Éfeso chamar os Presbíteros (presbuteron no grego)da Igreja (At 20:1) A respeito desses idênticos homens, Paulo declara em v.28: sobre o qual o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos (ou superintendentes; no grego, episkopos).
Paulo ainda instrui esses presbíteros, esses bispos, a pastorear (no grego, poimaino) a igreja de DEUS. É a respeito desses mesmos homens que Paulo escreve posteriormente em Efésios 4:11: “E Ele mesmo concedeu uns… pa­ra pastores (poimen, no grego)com vistas ao aperfeiçoamento dos santos”.
    Esses irmãos responsáveis de Éfeso eram os presbít­eros, que eram também os bispos, que eram também os pasto­res do rebanho de DEUS.  A concepção de que os pastores tinham autoridade sobre os presbíteros e que os bispos eram sobre os pastores, não pode ser fundamentada no No­vo Testamento. Estes três são invariavelmente tratados como sendo o mesmo ofício, ocupado sempre por uma plura­lidade de irmãos co-iguais na sua função.
Þ    Em I Pedro 5:1-3, os mesmos três termos são usados para descrever o mesmo corpo plural de irmãos.  Os “presbíteros” do versículo 1 são aqueles a quem foi dada a responsabilidade de “pastorear” (cuidar, alimentar) o re­banho de DEUS em v.2. Também os mesmos irmãos foram e­xortados no v.2 a supervisionar (epishopeo ou episco­pado no grego).  presbíteros, pastores e bispos são denominações diversas para o me mo ofício, assim como “san­tos” e “crentes” e “irmãos” são três termos para o mesmo corpo de cristãos.
Pluralidade
    Em todo lugar onde se trata do governo da Igreja no Novo Testamento, encontramos pluralidade.  Ao invés do ministério de um só homem, tão comumente encontrado no cristianismo organizado, observamos nas Escrituras que, o SENHOR JESUS estabelece o ministério de todo o Corpo (1 Co 12:7,11,12,14) para que todos possam dessa forma com­partilhar e crescer.  E no lugar do governo de um só homem, tão comum em círculos carismáticos. Vemos nas Escri­turas que o SENHOR JESUS estabelece governo plural.  Ao fazer isto,  Ele tinha em vista que um número cada vez maior de homens fossem acrescentado ao governo do Seu reino.
Þ  Governo plural significa também um governo mais equilibrado – com restrições e contrapesos mútuos. e uma cobertura dentro de si próprio, que serve de proteção a todo o Corpo.
    A luz do verdadeiro significado de pastorear (João 10), não e possível um só homem pastorear efetivamente dezenas de pessoas ou mais sem afadigar tanto a si próprio como também todo o rebanho (Éx.18:18,21). Os pasto­res devem ser plurais e estar sempre se multiplicando para que as ovelhas recebam o devido cuidado.
    Entre as recém-nascidas igrejas da Galácia, Paulo e Barnabé elegeram (escolheram ou designaram) presbíteros (plural) em cada igreja (At 14:23).  Paulo não mandou buscar do instituto Bíblico de Jerusalém um pastor pro­fissionalmente treinado para que viesse governar a igre­ja de Listra.  Não havia nenhum “Instituto Bíblico de Jerusalém”!  Não havia pastores profissionalmente treina­dos; e não havia governo e nem ministério de um só homem.  
A ênfase do Novo Testamento sobre a pluralidade ministerial
         O Corpo de Éfeso era governado pelos presbíteros (plural) da igreja (At 20:17).  Estes homens eram os pastores do rebanho de DEUS.  O Corpo recém-nascido em Filipos,  sem dúvida se reunindo na casa da Lídia, era go­vernado pelos bispos (superintendentes) e diáconos (que eram os auxiliares e aprendizes em desenvolvimento dos presbíteros) (Fp 1.1).
    É importante nesse contexto salientar a verdade bl’­blica de liderança plural mesmo entre comunidades meno­res do Corpo, dentro de uma determinada cidade.  No con­ceito atual de uma Igreja em cada cidade, alguns têm re­conhecido os diversos pastores da cidade como sendo o presbitério plural e coletivo daquela cidade, enquanto cada pastor continua sendo o pastor único no grupo onde ele ministra.  O mesmo ocorre em certos grupos que se reúnem em lares dentro de uma determinada cidade.
Þ    Aos Tessalonicenses Paulo escreveu: Agora vos roga­mos irmãos, que acateis com apreço os (plural) que tra­balham entre vos, e os que vos presidem no. SENHOR e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa dó trabalho que realizam (I Ts 5:12,13).  Timóteo foi instruído por Paulo a respeito dos presbíteros (plural) que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino (I Tm 5:17).

Þ    Tito foi deixado por Paulo em Creta, não para ser o bispo de Creta, mas para constituir presbíteros  (plural) em cada cidade (Tt 1:5), presbíteros esses que Paulo reconheceu serem os bispos da Igreja (1:7).  Os hebreus foram admoestados a obedecerem “aos vossos guias” (plural) …pois velam por vossas almas, cano quem deve prestar contas, para que façam  isto com alegria (Hb 13:17).

Þ    Tiago instrui os doentes a chamar  (plural) da igreja (Tg 5:14).  E finalmente Pedro exorta os presbíteros (plural) que há entre vós (I Pe 5:1), os quais ele reconhece, como pastores e bispos da Igreja (vv-3);
Þ    O argumento usado em Apocalipse 2 e 3 que o anjo da Igreja significa o pastor não está coerente com o simbolismo do resto do livro, nem com o ensinamento do res­to do Novo Testamento.  Os sete anjos das sete igrejas são as sete estrelas que JESUS tem na Sua mão direita (Ap 1:20).
Þ    No declínio da Igreja apostólica no fim do primeiro século, tanto a Escritura como a história evidenciam o surgimento do sistema “clero-leigo” com sua hierarquia.  Este sistema, denominado dos “nicolaí’tas” em Apocalipse 2:6,15, significa a “supressão do leigo”.  Por causa dis­to o ministério carismático do Corpo foi suplantado pelo ministério formal de um s6 homem e o governo plural foi substituído pelo governo de um s6 homem.  No entanto, não era assim quando a Igreja nasceu,
Co-lgualdade
O registro do Novo Testamento não só ensina a plural]idade dos presbíteros locais, mas também uma co-igualda­de dentro da pluralidade.  Pedro não só era um presbítero em ofício, mas também um apóstolo em ministério, e uma das três “colunas” do Corpo em Jerusalém pela sua esta­tura (GI 2:9).  Porém, ele se refere a si próprio no seu presbiterato simplesmente como um “co-presbítero”, ou presbítero como eles (Pe 5:1).  A expressão no grego aqui “presbítero em conjunto” (sun presbutero)
Todos os presbíteros são simplesmente presbíteros em conjunto; não ma presbíteros principais”, nem presbíteros chefe, e nem presbíteros presidentes. Esses termos são todos vestígios da velha ordem que precisam ser abandonados.  Apenas servem como obstáculos a maneira de DEUS expandir a autoridade do Seu reino.
Þ    Semelhantemente não há bispos principais (arcebis­pos), nem, pastores principais, Qualquer homem que se instituir como um pastor sobre os pastores, ou um bispo sobre os bispos ou um presbítero sobre os presbíteros, esta to­mando o lugar do nosso SENHOR JESUS CRISTO. 
Þ    Não há nenhuma base no Novo Testamento para qualquer outra denominação do governo da Igreja local além de presbítero, superintendente ou pastor. E esses três são um só – sem­pre em pluralidade e em “conjunto” ou iguais.
Títulos
Além disso, quando nos que somos pastores do rebanho, permitimos que os santos nos intitulem reverendo (um costume totalmente estranho ao entendimento das Escrituras), estamos fazendo isto a luz do fato solene de que santo e tremendo (ou reverendo) é o Seu nome (SI 111:9). JESUS especificamente nos ensina a NÃO intitular qualquer homem de acordo com a sua função em DEUS.  Ha pais na fé (I Co  4:15), mas somos ordenados a não CHAMAR ou intitular ninguém de “pai”, porque só um é vosso Pai, aquele que está no céu (Mt 23:8-10).
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ALGUMAS MARCAS DA IGREJA DE DEUS – série A Igreja

ALGUMAS MARCAS DA IGREJA DE DEUS

Edward Dennet


Antes de eu responder a questão pendente, parece‑me ser meu dever indicar em qual base o Senhor Jesus gostaria de ter o Seu povo reunido na assembléia; pois eu tenho lhe mostrado por que não podemos nos reunir com outros crentes; e isso me exporia a uma acusação de crueldade se eu me contentasse com isso. Você poderia virar‑se a mim e dizer: “Você me tem dado fortes razões por que eu não deveria ir à igreja (anglicana) ou à capela (dos dissidentes), e agora você deveria ir mais adiante e orientar‑me aonde ir”. É antecipando este tipo de sentimento que eu pretendo salientar alguns sinais por meio dos quais a igreja de Deus pode ser conhecida.
        
1. O primeiro sinal é que Cristo sozinho deve ser o centro da reunião. O próprio Senhor nos ensinou isso quando disse: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18:20). Embora não seja a questão que estou tratando agora, não posso deixar de mostrar que o Senhor não disse que Ele está no meio de toda reunião de Seu povo professo. Ele está somente no meio dos reunidos em Seu nome. Em Seu nome; não em Seu nome e algo mais ao lado, como: alguma verdade, doutrina ou forma de governo eclesiástico, mas em Seu nome apenas, fora e à parte de todo sistema e organização humana, reunidos em volta e na Pessoa de um ressurreto e glorificado Senhor. Só foi possível reunir‑se, desse modo, depois da morte, ressurreição e ascensão de Cristo, pois é o Espírito quem reúne e Ele só reúne para um Cristo ressuscitado.
­         Mas você dirá: “Todos os crentes, de qualquer denominação, se reúnem desse modo”. Repetidas vezes eu tenho sido confrontado com o mesmo argumento. É fácil refutá‑lo; mas prefiro no presente momento aplicar um teste. Peça a um verdadeiro clérigo da igreja anglicana para ir a uma capela dos dissidentes, e ele recusará. Do mesmo modo peça a um dissidente zeloso para ir à igreja anglicana, e ele imediatamente recusará. Em ambos os casos eles têm conscientes objeções ao curso apresentado. Isso não poderia acontecer se ambos estivessem reunidos somente no nome de Cristo; pois eles professam amar esse nome, poderiam então recusar ir onde Seu nome fosse somente o centro da reunião? O fato é que o dissidente acrescenta ao nome de Cristo certas idéias próprias (extraídas, segundo pensa, das Escrituras) acerca da constituição e governo da igreja, e o “clérigo”, do mesmo modo, tem cercado o nome de Cristo com suas tradições. Asseguro‑lhe que ambos estão desejosos em receber todos os cristãos (embora isto nem sempre é verdadeiro, pois a maior “igreja” inglesa, em sua própria denominação, faz do batismo por imersão uma condição para filiação); mas é em seu próprio fundamento que eles desejam recebê‑los. Assim, se você for à igreja anglicana, necessariamente você deve concordar com todos os seus planos e modos, e desse modo também se for a uma capela dissidente. Você verá, portanto, que não é verdadeiro que os cristãos denominacionais estão reunidos ao nome de Cristo somente. Se estivessem, repudiariam todos os nomes humanos, glorificando somente o que é de Cristo. De fato, uma denominação não está voltada para todos os crentes, porém somente para os de semelhante doutrinas e entendimento. Mesmo sem darem-se conta disso, eles confessam que Cristo sozinho não é o centro deles.
         Deixe‑me, então, avisá‑lo sinceramente que nenhuma reunião pode ser segundo a mente de Deus se o nome de Cristo sozinho não for o centro de atração. Bem pôde nos exortar o Espírito de Deus por meio de Seu servo: “Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério” (Hb 13:13). Essas gigantescas e movimentadas organizações religiosas em nossa volta formam verdadeiramente o arraial; conseqüentemente, somente quando estarmos fora de tudo isso que será possível a reunião ao nome de Cristo. Portanto, não esteja contente até que você tenha encontrado tal reunião; porque, encontrando‑a, você pode adentrar no gozo de toda a incalculável bênção que está sintetizada nas palavras: “ali estou” (não ali estarei, mas ali estou) “no meio deles”.

         2. Um segundo sinal é que a reunião será no fundamento da Igreja — no fundamento do corpo de Cristo — e, portanto, será em volta da mesa do Senhor. Explicarei isso mais amplamente. Já temos visto que Cristo é o Cabeça da Igreja; e desde que Ele é o Cabeça, os crentes são, durante esta dispensação, membros de Seu corpo. “Pois, em um só Espírito, todos fomos batizados em um corpo” (1 Co 12:13), e conseqüentemente é‑nos dito que somos “membros do seu corpo” (Ef 5:30). Nós estamos, portanto, unidos a Cristo no céu pelo Espírito; porque, “aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (1 Co 6:17). Disso resulta que somos também “membros uns dos outros” (Rm 12:5). Há o mais íntimo vínculo possível ‑- um vínculo vital -‑ por um lado, entre Cristo e Seu povo, por outro lado, entre todos os crentes. Esta é a unidade que o Espírito de Deus tem formado — a unidade do corpo de Cristo — e a qual somos exortados a preservar “no vínculo da paz” (Ef 4:3).
         Sendo isso assim, o fundamento da reunião dos santos deveria expressar essa verdade, atestando (se posso falar assim) a unidade do corpo. Ou seja, devemos nos reunir como membros do corpo de Cristo, não como Anglicanos, Wesleianos, Presbiterianos, Independentes ou Batistas, mas somente como sendo membros do corpo de Cristo. Qualquer fundamento de reunião, portanto, que seja mais aberto ou mais restrito que este, é uma negação da verdade do corpo, e assim não pode ser o fundamento de Deus. Reconheço que a afirmação deste princípio destrói todo denominacionalismo de uma só vez; e assim deve ser feito, porque o fundamento no qual as denominações são formadas é completamente contrário às Escrituras.

         Uma conseqüência adicional de estar reunidos como membros do corpo de Cristo será que a reunião será em volta da mesa do Senhor. O apóstolo ensina esta verdade quando ele diz: “O pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão” (1 Co 10:16‑17). O pão sobre a mesa no meio dos santos reunidos constitui o símbolo da unidade do corpo de Cristo; e, visto que todos participam dele, há o adicional símbolo de sua comum associação a este corpo.

         Que maravilhosa é a sua simplicidade! É por isto que na Igreja primitiva os discípulos sempre se reuniam no primeiro dia da semana para partir o pão (Atos 20:7; 1 Co 11:20). Eles se reuniam para este propósito; este era o objetivo de se reunirem, não para assistir ao “culto”, para ouvir sermões, mas para partir o pão, e assim anunciar “a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Co 11:26).
         Busque, então, querido irmão, estas marcas da assembléia de nosso Deus em sua própria vizinhança. Onde, nos múltiplos “lugares de adoração”, você irá encontrá‑las? Seria muito dizer que a sua procura será em vão? Um triste sinal do fracasso da Igreja e da total confusão destes dias do mal!


3. Outro sinal é a liberdade para o Espírito ministrar por meio de quem Ele quiser. Já tenho mencionado isto em minha primeira carta, e por isso não necessito acrescentar muito aqui. Mas devo recordá‑lo que isso também é decorrência da verdade do corpo de Cristo. Leia cuidadosamente 1 Coríntios 12‑14, onde isso é explicado. Ali você verá que “o corpo não é um só membro, mas muitos”; que “a um é dado, mediante o Espírito, a palavra de sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento”, etc.; que “não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós” (1 Co 12:8‑21). O apóstolo diz assim: “Quando vos reunis, um tem salmo, outro doutrina, este traz revelação, aquele outra língua, e ainda outro interpretação”, etc., (1 Co 14:26‑33). Aqui está o reconhecimento de que cada um dos dons provém do Cabeça da Igreja, e que deve haver espaço na assembléia para seu exercício através do Espírito. Se não houver, a assembléia não está de acordo com os pensamentos de Deus. Ainda poderia dizer mais, se fosse o momento, acerca do mal que é não permitir o exercício do dom à parte do “ministro”; como tais almas são mantidas num estado de ignorância da verdade, difícil até de imaginar para quem não teve a experiência disso, através da inabilidade de alguns dos seus ministros escolhidos; e, para piorar as coisas, sempre existem outros na congregação com mais conhecimento e mais dons. Ali está ele, domingo após domingo, repetindo os mais simples elementos doutrinários (e esses distorcidos pela maneira que são apresentados) e é quase impossível removê‑lo do ofício ao qual foi designado. Você mesmo tem conhecido casos desse tipo, e por isso não me estenderei. Posso, contudo, perguntar‑lhe se este mal, tão manifesto em todos os lados, não devia lhe convencer que tal disposição não pode estar em conformidade com a mente do Senhor?

         4. Deve haver também o exercício de disciplina divina em conformidade com a Palavra. Satanás muitas vezes engana as almas apresentando uma imitação da verdade. Por esta razão é necessário estarmos em guarda. Será até mesmo possível que você encontre evidências desses três itens mencionados, mas com a ausência deste quarto. Assegure‑se, portanto, que você procure isso também, senão poderá falhar em sua busca.

         Ora a disciplina tem de ser exercitada em duas direções — sobre a imoralidade, especificada em 1 Co 5, e sobre os que sustentam falsas doutrinas (vide Gl 3 e 4; 2 Jo 9‑11; Ap 2 e 3, etc.). Em geral há um consenso que pessoas vivendo num estado pecaminoso devam ser afastadas da mesa do Senhor (ainda que haja descuidos em se praticar isso); mas em toda parte há grande oposição em disciplinar uma má doutrina. Faz-se muita referência à “liberdade de consciência”; porém nego que temos qualquer liberdade de consciência contra a Palavra de Deus. A ela devemos tacitamente curvar. “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20). O argumento até é plausível; mas verifica-se nele o ardil de Satanás. Conseguir abalar os fundamentos da verdade explícita é para ele a mesma vitória que teria mediante aberta oposição. Um crente professo que nega o valor do sangue de Cristo está tão seguramente perdido como um público descrente. A consideração disso lhe ajudará a entender as dificuldades enfrentadas e a necessidade de disciplinar-se a má doutrina. Sua negligência abriu até mesmo precedentes em que inimigos de Cristo foram acolhidos na pretensa comunhão. Eu poderia citar exemplos se fosse necessário; mas será suficiente ter lhe avisado acerca desta questão, e afirmar mais enfaticamente que você não pode encontrar a assembléia de Deus onde não se disciplina a má doutrina; pois à casa Deus convém a santidade.
         5. Um outro sinal que me é permitido mencionar é que na Igreja de Deus todas as coisas serão ordenadas em sujeição à Palavra. As Escrituras devem ser supremas, porque elas são a expressão da vontade de Deus. Conseqüentemente, nada que esteja em oposição ou sem a aprovação de Sua Palavra, pode ser tolerado. Não somos deixados, como inutilmente imaginam alguns, ao nosso próprio juízo e imaginação; nas Epístolas temos provisão até para os menores detalhes da assembléia. Não é, por isso, menos desobediência agir sem a autoridade da Palavra, que agir em violação a ela. É extremamente importante ter isto em mente, porque, se você examinar a questão de perto, perceberá que não há uma denominação de cristãos que não tenha ordenado um número de coisas que eles mesmos têm considerado melhor. Para ilustrar o que quero dizer, posso mencionar que, numa conversa no ano passado com um velho colega de escola, eu disse: Você tem a autoridade das Escrituras para isto, para aquilo, e para outras coisas? especificando uma variedade de coisas em seu plano eclesiástico. “Não”, respondeu francamente, “não temos; mas”, acrescentou, “sustento que estamos livres para adotar os planos e métodos que a nossa experiência prova ser melhor.” E, despido de todo fingimento, este é realmente o fundamento comum adotado. Por outro lado, sustento que todas as coisas ordenadas na assembléia, todo ato e procedimento, todas as atividades dos santos, oração, louvor e ministério, deve ser regulado pelas Escrituras e ter a sua direção aprovada. O Cabeça direciona tudo, e este Cabeça é Cristo; e Ele nos tem manifestado a Sua vontade na Palavra escrita; e, portanto, Ele nos tem colocado no lugar, não de planejamento e organização, mas de obediência.
         Não necessito prosseguir mais adiante, porque, onde quer que você possa encontrar os sinais já mencionados em associação, você vai encontrar — e posso predizer com segurança — o lugar onde Deus gostaria de ter Seus santos reunidos, pois estas são as marcas de Sua assembléia. É verdadeiro que você pode encontrar muita fraqueza e imperfeição nos santos assim reunidos; e essas duas coisas (fraqueza e imperfeição) têm sempre caracterizado a Igreja desde a morte de Estevão, para não dizer desde o dia de Pentecoste; e a caracterizará até a vinda do Senhor. A esta questão, contudo, acrescento uma advertência. É às vezes dito que os santos num certo lugar são tão sinceros e ativos, que seguramente seria em conformidade com a vontade de Deus que me unisse a eles; ou existe tantas almas convertidas através da pregação de fulano de tal, que não pode ser a vontade de Deus que eu esteja em separação de tal honrado servo do Senhor. Duas observações podem ser feitas sobre isto. Primeiro, argumentar desta forma é substituir os pensamentos de Deus pelos nossos; seguir o nosso próprio raciocínio em lugar da Palavra escrita. Segundo, há apenas uma forma de Cristianismo, porém corrupto, que não poderia ser sustentado desta maneira. Se vejo sinceros e devotos clérigos ritualistas (e graças a Deus que existem os tais), devo concluir que Deus gostaria de ter‑me em associação com eles? Além disso, quando Deus em Sua soberana graça e misericórdia — em solícita compaixão pelas almas — usa poderosamente Sua Palavra pregada para a conversão de pecadores, seja no catolicismo, na “igreja” da Inglaterra, ou na dissidência, devo, com isso, deduzir que esses vários sistemas são segundo o Seu coração? Nada poderia ser mais ilusório; e ainda esses enganosos e falazes raciocínios estão aprisionando almas por todo lado. Porém, não estou temeroso que você venha ser iludido desta maneira, querido irmão; pois estou convencido que o Senhor começou a lhe mostrar a verdade; e tendo começado esta obra, Ele seguramente a levará avante até seu término. Eu posso, contudo, estimulá‑lo a prosseguir avante e recordá‑lo de sua responsabilidade, pois estou certo que quando você uma vez se encontrar no único lugar na Terra onde Deus gostaria que os Seus estivessem, não apenas abundará a sua gratidão e alegria diante de Deus, mas que você também se maravilhará que por muitos anos seus olhos estiveram fechados contra a verdade tão claramente revelada nas Escrituras. Que o Senhor sozinho lhe conduza, a fim de que nenhuma sutileza do inimigo, nenhum engodo que ele tão prontamente pode apresentar aos corações exercitados, venha lhe desviar. Se a sua oração for: “Senhor… endireita diante de mim o teu caminho”, descobrirá em breve que “aos justos nasce luz nas trevas” (Salmo 112:4).
 
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A Igreja e o Palhaço! – série A Igreja

A Igreja e o Palhaço!  – série A Igreja


No livro A teologia da igreja, Ebenézer Ferreira cita trecho de uma tese do Júlio Borges em que este conta uma parábola do teólogo Kierkegaard.
Um circo pegou fogo, numa pequena cidade dinamarquesa. Os artistas já estavam preparados para o espetáculo, e o dono do circo enviou o palhaço à cidade para avisar a população. O palhaço foi e gritava “Gente, o circo pegou fogo! Venham ajudar a apagar o fogo porque a cidade pode ser atingida!”.
O povo se admirou da nova técnica de publicidade e todos pensavam em ir ao espetáculo, porque o palhaço valia a pena. O palhaço chorava e gritava, e todos riam. Diz, então, Kierkegaard: “O fogo espalhou-se pelos campos e atingiu a cidade, que foi completamente destruída”. Concluiu o Pr. Júlio: “Quantas vezes temos vestido roupa de palhaço e, como camelôs, oferecemos o evangelho como mercadoria barata, e ninguém nos leva a sério!”.
Um palhaço é um palhaço e não pode ser levado a sério. Mas uma igreja é uma igreja e precisa ser levada a sério. Ela o será, não na medida em que se curve ou amolde ao mundo, para agradá-lo, mas na medida em que viva a mensagem que deve pregar ao mundo. A igreja não é um clube social regido por conveniências. Sua vida deve ser enquadrada na Palavra de Deus.
Quando houve o evento chamado Rock in Rio, muitos evangélicos o criticaram, vendo nele ação do demônio! Não nego que há apelos demoníacos em certas músicas. Não apenas num determinado estilo, mas em muitos. Mas não é disto que quero falar. Ficou-me uma declaração do empresário que organizava o evento: “Esses evangélicos são engraçados!”. É que muitos jovens evangélicos iam ao evento (e coisas semelhantes ao Rock in Rio acontecem em congressos de jovens evangélicos) e, o pior, os cartazes convidando para o show foram impressos numa gráfica evangélica. O demoníaco era uma boa oportunidade comercial para os santos.
Por vezes a visão da igreja é buscar adeptos e não convertidos. Ela pesquisa o que a vizinhança deseja, e lhe oferece o produto desejado. Chamam a isso de “igreja amiga do povo”. É verdade que a igreja primitiva caía na graça do povo (Atos 2.47). Mas mais importante que ser “amiga do povo” é ser, como Abraão, “amigo de Deus” (“e ele foi chamado amigo de Deus” – Tiago 2.23).
O evangelho tem sido domesticado pelo romantismo das pessoas. Tempos atrás, conversava eu com uma senhora, crente há muitos anos. Tinha ela um filho incrédulo renitente, que não ligava a mínima para realidades espirituais, e até mesmo as depreciava. Para ela, seu filhinho, mesmo recusando Jesus como Salvador, estava salvo (ela sentia isso no coração) porque não era possível que um rapaz tão bonito, tão saudável, filho tão bom, não fosse salvo. A teologia da irmã apontava numa direção e sua vontade em outra. A vontade prevaleceu sobre a teologia.
O evangelho não pode ser domesticado e a igreja não pode amoldar sua pregação e seu ensino às conveniências e vontades humanas. Tal evangelho não é sério. A igreja não precisa aculturar-se ao mundo. Precisa apenas viver o evangelho. O mundo pode ser agradado por um tipo de pregação, mas a ameaça real, a ameaça do juízo de Deus nunca soará aos seus ouvidos como séria se for levada por alguém que se preocupe em agradar.
Sem ser rabugenta, a igreja precisa ser séria. E para ser levada a séria deve compatibilizar a mensagem que deve entregar ao mundo com sua aparência. Que a igreja seja um profeta e não um palhaço.
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A EXCELÊNCIA DE SER IGREJA – série A Igreja

A EXCELÊNCIA DE SER IGREJA – série A Igreja


As coisas espirituais
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         As coisas espirituais estão na Igreja e não com os indivíduos. A palavra do SENHOR em Mateus 16 é que as portas do inferno não irão prevalecer contra a sua Igreja; os homens sentem dificuldades de resistir ao inimigo, mas, quando a Igreja surge, o inimigo é derrotado. Os homens possuem as bênçãos de DEUS, mas de uma maneira limitada; somente na igreja, é que as bênçãos são ilimitadas. O ser humano por si só, não consegue tocar as realidades das coisas de DEUS. Somente a Igreja toca todas as realidades das coisas de DEUS. Se não vermos em nós a Igreja do SENHOR JESUS, somos apenas um grupo que propõe reuniões, cultos e outros eventos, sem atingir o propósito de DEUS. Somente a Igreja atinge o propósito de DEUS.
O que é a Igreja?   
        Uma só pessoa não é a Igreja, mas também, precisamos entender que mil pessoas  podem ser mil indivíduos e não Igreja. A Igreja é um corpo por onde o ESPÍRITO SANTO pode expressar seus desejos e toda a vontade do Pai Celeste para a glória do SENHOR JESUS. Assim como o SENHOR JESUS usou o corpo que a virgem Maria lhe deu quando Ele estava na terra, da mesma maneira, Ele hoje, no ESPÍRITO SANTO, usa a Igreja, que é o seu corpo. Somente aquilo que é capaz de expressa a mente do ESPÍRITO SANTO pode ser chamado de Igreja.
        A Igreja é estabelecida pelo ESPÍRITO SANTO. Se o ESPÍRITO SANTO não estabelecer, você e eu não podemos dar inicio a  Igreja. Podemos criar estruturas eclesiáticas ou sistemas religiosos, mais a Igreja, só o ESPÍRITO SANTO. O prédio onde os cristãos se reúnem é apenas uma unidade física numa localidade, mas nunca a Igreja, isto é, se realmente ele serve para que os membros do corpo de CRISTO reunam com o propósito de servir. No prédio se reúne uma unidade do corpo de CRISTO numa localidade onde está a Igreja.
 
A autoridade da Igreja
       
A autoridade da Igreja é a autoridade do ESPÍRITO SANTO. Do princípio ao fim, a autoridade da Igreja é a autoridade do ESPÍRITO SANTO. A vida, o poder e a autoridade da Igreja, deve ser do ESPÍRITO SANTO.  Quando a figura humana que aparece para representar a Igreja ou para exercer a autoridade, não teremos mais o ESPÍRITO SANTO, e neste caso, a Igreja não existe. Devemos entender que o princípio da Igreja está na autoridade do ESPÍRITO SANTO.
        
A autoridade na Igreja mão deve emanar de homem algum. Pois todos os que querem exercer sua autoridade na Igreja, cairão em fracasso, pois este não é o caminho vivo que o nosso Pai Celeste determinou para a Sua Igreja.
        
O que impede a harmonia no corpo de CRISTO, é o fato de que cada membro procura o seu lugar individualmente do seu irmão, e essa busca é encontrar o caminho da autoridade. Não deve ser assim conosco, pois a vida do nosso corpo é espontânea, e não temos nenhuma consciência do nosso corpo, até vê-lo adoecer, isto é, se seu dedo está machucado, todo o corpo sente, ou melhor, toma consciência do que está acontecendo no corpo. A autoridade deve ser natural e espontânea para que todo corpo esteja em harmonia. Quando você se torna autoridade, tudo esta terminado. A autoridade é para servir os irmãos e não governá-los. Não é o exercício do domínio sobre eles, e sim, servi-los.
        
As responsabilidades não devem estar presas a você. Quando a autoridade do ESPÍRITO SANTO tem liberdade na Igreja, não importa se é você quem faz ou não, mas é ima questão de permitir que o ESPÍRITO SANTO tenha liberdade para liberar-Se. O trabalho deve ser distribuído, e não retido em uma só mão. Sempre procure fazer levando os outros consigo.
        A Igreja só será manifestada através da submissão ao ESPÍRITO SANTO.

A base da Igreja
       
A base da Igreja está na família, pois vemos desde o livro de Gênesis, que DEUS sempre escolheu um casal para serem o portador da sua bênção para o mundo. Quando DEUS escolheu Adão e Eva, a Palavra diz que o SENHOR DEUS lhes deu autoridade sobre as “aves do céus, os répteis da terra e os peixes do mar”.  Foi com um casal que tudo começou, até mesmo o pecado. Embora, isso não frustrou o propósito do nosso Pai com a família. Dois mil anos depois, o nosso Pai Celeste chama outro casal, Abraão e Sara.  Esse casal teve um longo tempo de tratamento, para que conhecessem o caminho da bênção. Essa família é um exemplo para nós. Passados mais dois mil anos, mais um casal é escolhido para trazer ao  mundo a expressão exata do ser de DEUS. A casa de José e Maria, fora escolhida para ser o ambiente onde JESUS nasceu, cresceu e saiu para morrer pelo mundo. Na sua morte Ele gerou a Igreja que apresentada na Bíblia como uma virgem pura, sem mácula e sem defeito para o seu noivo que é JESUS o Filho de DEUS.
       
Em Éfeso há um princípio demonstrado, quando lemos em Atos 20.20, “…anunciando o evangelho e ensinando publicamente e nas casas”; o evangelho era pregado publicamente e nas casas, conforme lemos na Bíblia na linguagem de hoje. A Igreja primitiva entendeu que a base da Igreja está constituição da família. Vemos por toda a Bíblia, a história de homens que fracassaram em seus lares; embora, geralmente não nos interessam essas coisas, pois o que contabilizamos é a vitória pessoal de cada um. Não adianta ganhar o mundo todo e perder a minha família. Antes de qualquer avivamento a Igreja passará por uma reforma, e não pense que será uma obra realizada em cima dos “púlpitos”, esta reforma virá das famílias. Quando cada lar se tornar uma parte da extensão do corpo de CRISTO em uma localidade. Cada família um canal de bênção para a sociedade. Não adianta termos grandes catedrais, templos luxuosos, seminários, hospitais e líderes fervorosos,  pois esse tipo de prosperidade não identificam um avivamento e a família, que é a obra prima das mãos de DEUS,  está sofrendo os mais audaciosos ataques satânicos nesta geração, isto eu me refiro, aos lares cristãos. Creio, que DEUS trará um grande avivamento primeiro a família e depois alcançará o mundo.
A diferença entre “Igreja” e “Igrejas”
       
Quando lemos Primeira Tessalonicenses 2.14 vemos: “igrejas… na Judéia”.  No original grego igrejas aqui está no plural. A razão porque está no plural é simples, pois naquela época, a Judéia era uma província Romana. Uma província tinhas muitas localidades, e, em cada localidade havia uma Igreja.
A Galácia era também composta de várias localidades, e consequentemente, haviam várias “igrejas” (I Co 16.1). Éfeso, ao contrário da Judéia e Galácia, lemos “Igreja”  no singular (Ap 2.1), havia apenas uma só igreja em Éfeso e não mais que isso. A Ásia Menor era composta de 18 cidades, e sete cidades dessa região são mencionadas em Apocalipse capítulos 2 e 3. Em cada uma dessas sete cidades, havia uma só igreja.
        A determinação bíblica e que em cada cidade haja uma só igreja, e não várias igrejas. Podemos Ter várias denominações em uma cidade ou seitas, mas nunca várias igrejas em uma cidade. A aparência da Igreja está assolada porque os homens  não estão ouvido o ESPÍRITO SANTO, e cada um está querendo ser a autoridade da Igreja. Paulo não permitiu que a igreja em Corinto se dividisse em quatro facções, ao contrário, ele os repreendeu e os chamou de carnais.
Como evitar facções ou seitas?
        Hoje á várias denominações tentando ser Igreja, inclusive a que eu freqüento. Bem, surge uma pergunta, qual delas está correta a luz da Palavra de DEUS? Bom responder isso não será muito fácil, mais creio que você saberá diferenciar o que está certo em uma e o que está errado em outra, e mais, haverá aquela que se aproxima mais da verdade bíblica, e creio que se está não desviar-se do seu curso, poderá ser a igreja gloriosa de Efésios 5.27. Quero deixar alguns pontos que eu creio pelo aspecto bíblico, que são os pontos que caracterizam a Igreja do SENHOR JESUS CRISTO:
tenha comunhão com os irmão mesmo que eles sejam de outra denominação;
Não carregue em seu coração qualquer bandeira denominacional;
Creia na autoridade do espírito santo, e não na autoridade da denominação ou de líderes;
Não aceite a autoridade de homens que não estão em submissão ao ESPÍRITO SANTO e que  não sabem servir;
Creia que a Igreja é aquela que enfatiza a vida da família e a comunhão viva entre os irmãos
Nunca pregue bandeira  denominacional;
Respeite o trabalho que os outros estão fazendo, mesmo que você não concorde com a visão deles. Procure amá-los;
<!–[if supportFields]>SEQ nível0 \*ROMAN<![endif]–>I<!–[if supportFields]><![endif]–>.   Saiba que você não é membro da denominação, e sim, do corpo de CRISTO;
<!–[if supportFields]>SEQ nível0 \*ROMAN<![endif]–>II<!–[if supportFields]><![endif]–>. Afaste daquelas que os líderes são como verdadeiros papas, venerado e reconhecidos como deuses;
<!–[if supportFields]>SEQ nível0 \*ROMAN<![endif]–>III<!–[if supportFields]><![endif]–>.    O que caracteriza a Igreja em uma localidade é a Palavra e não as palavras
<!–[if supportFields]>SEQ nível0 \*ROMAN<![endif]–>IV<!–[if supportFields]><![endif]–>. Um outro princípio forte e o senhorio de CRISTO
<!–[if supportFields]>SEQ nível0 \*ROMAN<![endif]–>V<!–[if supportFields]><![endif]–>.     O prédio nunca é chamado de Igreja; pois a busca deles é pelo corpo de CRISTO
<!–[if supportFields]>SEQ nível0 \*ROMAN<![endif]–>VI<!–[if supportFields]><![endif]–>.    Aqueles que entenderam a mensagem do evangelho do Reino, tem sede de comunhão uns com os outros;
<!–[if supportFields]>SEQ nível0 \*ROMAN<![endif]–>VII<!–[if supportFields]><![endif]–>.   Afaste daquelas cujo o líder está preso em crescimento numérico e financeiro;
Porque não temos uma base sólida, surge uma nova denominação a cada dia, precisamos olhar isso com cuidado, pois muitos estão pensando em estabelecer uma denominação para si mesmo e não para DEUS. Podemos estabelecer uma denominação e não estabelecer a Igreja, porque a Igreja é estabelecida pelo ESPÍRITO SANTO. As denominações fracassarão. Podem até continuar existindo como uma organização de sucesso, isto é, creches, missionários, coral, banda de música e outras coisas mais. O ESPÍRITO SANTO pode até já Ter saído dessas denominações, e elas continuam crescendo fervorosamente e não sentem a falta dEle.  A Igreja não é isso, embora, essas coisas possam existir. A Igreja não depende dessas coisas para existir. Os cultos tem por objetivo, manifestar a nossa gratidão e o nosso amor para com o nosso Pai Celeste, embora entender a realidade de ser Igreja está muito acima de todas estas coisas.
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A DIFERENÇA ENTRE SER UM MEMBRO E SER UM CRISTÃO – série A Igreja

A DIFERENÇA ENTRE SER UM MEMBRO E SER UM CRISTÃO – série A Igreja 


O Novo Testamento nos mostra que existe uma diferença entre ser um membro e ser um cristão. Ser um cristão denota ser uma pessoa individual, enquanto que ser um membro faz referência a uma entidade Corporativa. Alguém é cristão para si mesmo, porém alguém é membro para benefício do Corpo. Na Bíblia há muitas expressões que têm significados opostos tais como: pureza e imundície, o santo e o comum, a vitória e a derrota, o Espírito e a carne, Cristo e Satanás, o reino e o mundo, a glória e a vergonha, todos estes são termos opostos; de igual forma, o Corpo está em oposição com o indivíduo, assim como o Pai está em oposição ao mundo, o Espírito em oposição à carne e o Senhor em oposição ao diabo. Da mesma forma o Corpo é o oposto do individualismo. Uma vez que nós vemos o Corpo de Cristo somos libertos do individualismo e já não vivemos para si, senão para o Corpo!

Ao ser liberto do individualismo espontaneamente estamos no Corpo.

O Corpo de Cristo não é uma doutrina, mas um ambiente, não é um ensinamento, mas uma vida. Muitos Cristãos procuram ensinar a verdade acerca do Corpo, porém, poucos conhecem a vida do Corpo. O Corpo de Cristo é uma experiência que se tem numa esfera totalmente diferente. É possível que alguém conheça todo o livro de Romanos e ainda assim não ser justificado, de maneira semelhante. Um homem pode conhecer com muito detalhe o livro de Efésios sem haver visto o Corpo de Cristo. Não necessitamos de conhecimento, mas de revelação para compreender a realidade do Corpo de Cristo e para entrar na esfera do Corpo. Somente uma revelação da parte de Deus nos pode introduzir na esfera do Corpo e só então o Corpo de Cristo chega a ser nossa experiência.
Em Atos 2 parece que Pedro estivesse pregando o Evangelho sozinho e que 3000 pessoas foram salvas por intermédio dele, porém devemos lembrar que os outros onze apóstolos estavam de pé junto com ele; o Corpo de Cristo estava pregando o Evangelho, esta não era a pregação de um só indivíduo. Se tivermos a visão do Corpo, veremos que o individualismo não nos conduzirá a nenhum lado.
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